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Adolescentes que fumam maconha não correm risco de desenvolver doenças físicas ou mentais, revela novo estudo

Fumar maconha durante a adolescência não aumenta o risco de desenvolver problemas de saúde físicos ou mentais na vida dos jovens, assim concluiu uma nova e surpreendente pesquisa.

Esse artigo não tem a intenção de fazer apologia ao uso de maconha por adolescentes e jovens menores de idade, que assim como outras drogas, deve ser evitado. Apenas de informar sobre mais um estudo científico que desmistifica o uso da cannabis.

As conclusões batem de frente com estudos anteriores que diziam que o uso de maconha pode alterar a estrutura do cérebro dos adolescentes e destruir suas memórias.

Pesquisadores da University of Pittsburgh Medical CenterRutgers University analisaram 408 homens num período que durou de suas adolescências até os 30 e poucos anos.

Eles esperavam que os adolescentes usuários de maconha enfrentassem um risco maior de desenvolver câncer de pulmão, asma, depressão ou sintomas psicóticos, incluindo ilusões e alucinações.

Mas eles não encontraram nenhuma ligação entre as doenças e o hábito de fumar maconha.

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O estudo é apenas um dos vários que seguiram a vida de fumantes de maconha por mais de duas décadas.

“O que descobrimos foi um pouco surpreendente”, disse o pesquisador Jordan Bechtold, pesquisador de psicologia da University of Pittsburgh Medical Center.

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“Não houveram diferenças em nenhum dos exames de saúde mental ou física que nós medimos, independentemente da quantidade ou frequência de maconha usada durante a adolescência.”

Uma “impressionante” constatação da pesquisa sugere que, mesmo os homens que eram fumantes crônicos – que fumavam várias vezes por semana – não enfrentaram nenhum aumento no risco de desenvolver doenças mentais ou físicas.

Estudos anteriores afirmaram que usuários de maconha crônicos, a longo prazo, são mais propensos a tornar-se deprimidos do que os seus amigos que não usam.

Mas em seu estudo, Bechtold atribuiu que esta ligação pode ter sido “inflada/aumentada”.

“Queríamos ajudar a fomentar o debate sobre a legalização da maconha, mas é uma questão muito complicada e um estudo não deve ser feito de forma isolada”, disse Bechtold.

 

Fonte: Mirror

Tradução: Lombra

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O blog LOMBRA é dedicado a elevar a discussão em torno da cultura canábica.

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