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Fumando maconha nos lugares mais irados do mundo – Lombra no Mundo #01

Esse artigo é o primeiro de uma sequência que virá adiante em vários lugares do mundo, onde nosso parceiro Gabriel, aka @curumim048, vai passar por vários países, contar como é fumar maconha em picos magníficos e as qualidades que ele achou e experimentou por onde passou.

Felizes os que viajam e sabem o que procuram.

“Os homens embarcam nos trens, mas já não sabem mais o que procuram. Então eles se agitam, sem saber para onde ir.”

– O Pequeno Príncipe

Uns procuram dinheiro, outros querem a melhor fotografia do lugar mais lindo, no momento mais belo, tem os que buscam os sabores das centenas culinárias mundo afora, ou aprender um novo idioma, andar de skate, surfar a onda perfeita, viajar. Enfim: conhecer.

Eu procuro flores, do gênero Cannabis para ser mais específico.

Cheguei a Londres em maio de 2016, final da primavera inglesa, com quase 48 horas de abstinência, não parece muito, mas pra mim é muito tempo. Não gosto de ficar um dia sem dar um “tapa na pantera”.

Fui para casa de um velho amigo conterrâneo, que vive na região Noroeste de Londres e então, fumei meu primeiro baseado na terra da rainha. Não foi exatamente como eu gostaria, mas já foi o suficiente para baixar a pressão e bater aquela lariquinha sagrada.

Fumamos um haxixe ‘a La europeia’, os europeus costumam misturar o haxixe e/ou a erva com tabaco orgânico. Achei aquilo estranho demais, afinal, eu estava acostumado com o clássico purinho brasileiro do prensadinho do bom, ou colhido direto da planta.

Chapou, mas eu queria mais.

Quando já estava em minha própria casa na Inglaterra, resolvi sair nas ruas atrás do meu verdinho. Percebi uma molecada conversando em uma roda perto de uma igreja e já ganhei a cena. Era uma galera do Afeganistão e me venderam as minhas primeiras 2 gramas de ganja na Inglaterra.

Amnesia Haze: predominantemente sativa, uma das gigantes da Maconha Medicinal e também a ganhadora da 1ª posição da Cannabis Cup de 1994. O tipo mais comum de Londres.

Skunk é a variedade mais popular da Inglaterra e os tipos são: Amnesia Haze, Blue Cheese e se você tiver sorte, a preciosa Lemon Haze. É possível encontrar maconha prensada, mas a qualidade é terrível: escuro e com um cheiro horrível, muito pior do que o prensado do Brasil.

lemon_haze-amnesia_haze@curumim048
Lemon Haze & Amnesia Haze

A Inglaterra pode ser meio “quadrada” para o uso recreativo da planta, mas em outros aspectos eles não são nenhum pouco. Na terra da rainha é facilmente encontrar diversos produtos derivados da erva.

Você pode comprar (até mesmo em supermercado): leite de semente de ganja, barrinha de cereais, suplemento protéico natural, energético, óleos, cosméticos, comida para pássaros e até mesmo a semente in natura.

Isso faz toda a diferença para a realidade da planta no país, estimula muito a redução do preconceito, pois apesar de o uso recreativo ser ilegal na Inglaterra, os ingleses não demonizam os usuários de maconha, tampouco você irá ver um policial britânico espancando um maconheiro querendo saber “aonde é a boca”.

Chapei por diversos lugares pela Inglaterra, não me satisfiz apenas com Londres.

Chapei também nos penhascos brancos das praias de Dover. Admirando o azul do mar, o castelo de Dover e o vai-e-vem dos navios no porto.

Penhascos de Dover@curumim048
Penhascos de Dover

Lombrei nas belíssimas baías de Broadstairs, um ótimo lugar para aproveitar o curto e tímido verão inglês. Vale muito a pena fumar uma vela na praia de Kingsgate Bay.

Kingsgate Bay@curumim048
Kingsgate Bay

Chapei, é claro, no Stonehenge. A famosa e fascinante estrutura de rochas construída há mais de 5 mil anos atrás pelos saxões, alinhado com os solstícios, equinócios e movimentos celestes que determinam as mudanças de estações. Há tantos pontos de interrogação que circundam o Stonehenge que a Lombrada lá vale mais do que a pena.

stonehenge@curumim048
Stonehenge

Em seguida do Stonehenge, visitei um dos lugares mais deslumbrantes da Inglaterra, na minha humilde opinião, West Lulworth. O vilarejo é berço das praias de Mupe Bay, Lulworth Cove, Stair Hole, St. Oswald Bay e Durdle Door.

O lugar é fantástico, o mar é incrível, as paisagens são magníficas e além do mais, o lugar respira ciência. As praias fazem parte da Costa Jurássica do Reino Unido, há diversos museus de paleontologia pela região, uma lombra absurdamente fascinante vivi nesse lugar.

Mupe Bay@curumim048
Mupe Bay

 

Durdle Door@curumim048
Durdle Door

 

Na cidade de Eastbourne chapei em Beachy Head, com seu mar absurdamente azul, seus penhascos brancos (tão freqüentes na Inglaterra) e seu farol solitário dentro do mar.

Beachy Head@curumim048
Beachy Head

 

Camber Sands, próximo a cidade de Rye, foi a primeira praia inglesa em que vi dunas. Senti-me em casa, uma vez que sou de Santa Catarina e temos dunas em abundância por lá.

Chapei em Camber Sands, com gostinho de Brasil (só faltou o calor). Nesse mesmo role, consegui parar na praia de Hastings, palco de uma famosa batalha medieval e assistir a um pôr-do-sol alaranjado como uma laranja, em uma típica praia rochosa britânica.

Camber Sands@curumim048
Camber Sands

Passei também por Surrey Hills, uma região mais elevada ao sudoeste de Londres. É um adorável clima bucólico. Caminhadas pelas colinas com um belo visual ao povoado de Box Hill.

Visitamos o lugar no verão quando todas as árvores estavam com suas folhas verdes e uma segunda vez no outono, porém estava tudo colorido. Era verde, amarelo, vermelho, roxo, laranja.

O outono na Inglaterra é multicolorido! Fui acompanhado de minha esposa e 5 gramas do melhor Lemon Haze que já fumei na vida. Um role, para nunca mais esquecer.

Surrey Hills – Mirante de Box Hill@curumim048
Surrey Hills – Mirante de Box Hill

Por fim lombrei em Bournmeouth e Swanage, diga-se de passagem, que chapaceira doida! Swanage respira ciência, há informações científicas por todo o lado e o lugar é lindo demais. Tem até uma casinha em um ponto estratégico para observadores de golfinhos.

Como a maioria das praias inglesas, essa também tem grandes penhascos, os famosos paredões, ou cliffs, em inglês, porém não são brancos como os anteriores, esses possuíam uma cor mais acinzentada.

Chapei muito nos fósseis aparentes nas rochas, é uma marca de um ser viveu que viveu há milhões de anos atrás, um animal que não existe mais nenhum indivíduo na terra, era uma rocha que fazia toda a diferença aquela.

Swanage@curumim048
Swanage

O lugar inteiro é inspirador, foram becks muitíssimos bem fumados.

Na caminhada pela costa passamos por uma “caminhada da evolução” onde: o primeiro passo da caminhada está no ponto “4,5 bilhões de anos atrás – Onde a Terra começou” e à medida que estamos caminhando passamos por eventos importantes como: há 3 bilhões de anos atrás, quando surgiram as primeiras bactérias, ou há um bilhão de anos atrás onde surgiram os primeiros ecossistemas.

A caminhada finaliza nos tempos atuais, onde estamos hoje. Fumei um inteiro nessa caminhada, chapando na evolução. Lembrando sempre, que a praia do lugar é linda, água cristalina, porém gelada.

Swanage-2@curumim048
Swanage

Agora estou de volta na cinzenta Londres, acompanhado de 4 gramas de Blue Cheese e 3 gramas de um haxixe marroquino, que eu consegui em uma cafeteria marroquina, com um marroquino que eu não entendo nada que ele fala, exceto a quantidade e o valor.

Foi bom chapar na Inglaterra, mas eu deixei minha casa para lombrar em diversos pontos do planeta. A terra da rainha rendeu chapaceiras inesquecíveis, mas deixo esse texto para planejar minha próxima viagem (em ambos sentidos que você pensou).

Até a próxima.

por @curumim048

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Lombra Staff

O blog LOMBRA é dedicado a elevar a discussão em torno da cultura canábica.

Um comentário em “Fumando maconha nos lugares mais irados do mundo – Lombra no Mundo #01

  1. Cara de sorte voce mano alem de conhecer lugares maravilhosos teve o prazer de fumar diversas variedades da danada. Faltou vc ter relatado as laricas pos bek„ o que comia la kkkkkkk…

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