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Porque a maconha continua ilegal? As verdades por trás da proibição

Embora a Cannabis seja comprovadamente medicinal, ela tem propriedades psicoativas e é amplamente usada de forma recreativa em todo o mundo. Não faz sentido manter a Cannabis – que não mata – proibida enquanto cigarro e álcool são legais e matam milhões de pessoas.

Pelo andar da carruagem, parece que ainda vai demorar algum tempo para avançarmos até chegar no patamar do nosso vizinho Uruguai, que legalizou a maconha e desde então nunca mais houveram mortes ligadas ao tráfico de drogas no país.

Continue lendo para conhecer 5 grandes motivos que cooperam para a manutenção da ilegalidade da maconha.

Sociedade mal informada

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Existe muita hipocrisia quando o assunto é maconha, muitos fazem duras críticas aos usuários, os chamam de drogados enquanto fumam um cigarro, consomem bebidas alcoólicas e tomam remédios para conseguir dormir.

Para a maioria da população, droga é só aquilo que o outro usa.

Falta de informação gera pré-conceito. A maioria das pessoas não trata a Cannabis como ela deveria ser realmente tratada: como uma planta medicinal.

Há alguns anos atrás, se você dissesse em uma roda qualquer de pessoas que a maconha pode curar alguns tipos de câncer, te chamavam de louco. Hoje, com o aumento do acesso a informação através da internet, as coisas estão mudando. As pessoas ainda absorvem essa informação com estranheza, mas já dão certo crédito.

São dezenas de anos de desinformação e mentiras contadas sobre a Cannabis que ainda podem demorar décadas até sumirem da mente das pessoas.

Muitos não querem saber se a Cannabis pode ajudar a dormir melhor, relaxar, tratar e/ou curar muitas doenças de forma menos prejudicial que drogas farmacológicas, ajudar o meio ambiente, fabricar biocombustível, fabricar tecidos, servir de alimento rico em proteínas, dentre inúmeras outras vantagens.

Qualquer pessoa um dia pode vir a precisar da Cannabis, seja porque ficou doente ou até mesmo para consumir um alimento saudável e rico em proteínas, como é a semente de cânhamo.

Basta uma busca rápida no Google para achar dezenas de artigos, pesquisas científicas e patentes comprovando as propriedades medicinais da Cannabis.

Se a população em geral tivesse mais consciência sobre o assunto, a maconha não seria ilegal.

Com grande parte da sociedade cobrando mudança, fica difícil o governo manter a proibição. Foi o que aconteceu nos EUA. Muita gente se uniu na luta contra a proibição, principalmente pacientes que precisam da Cannabis para se tratarem.

A Cannabis ficou tão estigmatizada que até o Cânhamo foi proibido.

O Cânhamo é um variedade da planta Cannabis que praticamente não possui THC, logo não produz efeitos psicoativos. Mesmo assim foi proibida, causando um grande baque na indústria de tecidos e papel que tinham a Cannabis como matéria prima antes da década de 30.

O Cânhamo é uma planta que poderia ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo, poderia crescer sem o uso de pesticidas, pode ser cultivada com pouca manutenção, e esta planta mágica poderia ser usado para um número muito grande de produtos que usamos hoje, mas infelizmente muita gente ainda não sabe disso.

Para saber muito mais sobre o Cânhamo, leia este outro artigo aqui no blog.

A Indústria Farmacêutica não quer  a maconha legalizada

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A cada dia cientistas ao redor do mundo descobrem mais uma propriedade medicinal da Cannabis, atualmente existem mais de 250 condições médicas que podem ser tratadas com o uso medicinal da maconha.

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Nos Estados americanos que legalizaram a maconha medicinal, as prescrições de analgésicos e outras drogas caíram fortemente em comparação com estados que não legalizaram.

A médias caíram de forma significativa. Foram 265 doses a menos de antidepressivos por ano, 486 doses de medicação convulsiva, 541 doses de anti-náuseas e 562 doses a menos de medicações anti-ansiedade.

A indústria farmacêutica gasta muito dinheiro para que diversos setores influentes da sociedade promovam a manutenção da ilegalidade da erva, visto que uma possível legalização resultaria em uma enorme perda de lucros, por motivos óbvios.

A Indústria de bebidas alcoólicas não quer a maconha legalizada

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A Forbes reportou que a indústria do álcool pode perder 2 bilhões de dólares com a legalização da maconha recreativa.

A venda de cerveja teve uma queda no ano de 2016 nos estados americanos que legalizaram a maconha recreativa.

Segundo relatório dos pesquisadores da Cowen & Co “Embora a cannabis recreativa tenha disponibilidade limitada, o aumento do consumo de cannabis parece pesar sobre o consumo de bebidas alcoólicas, que agora está em declínio entre os consumidores de alta renda, enquanto a cannabis ganhou uma parcela considerável nos últimos 5 anos.”

Ao lado da indústria farmacêutica, a do álcool está entre as maiores financiadoras da luta contra a legalização da maconha, ambas aterrorizadas com a possível perda de grande fatia do mercado.

Traficantes não querem a maconha legalizada

traficantesTraficantes de uma favela do Rio. FELIPE DANA (AP)

Tudo que é ilegal tende a ter uma valor absurdo no mercado negro devido a não taxação de impostos. Rende muita grana para quem está envolvido no esquema, é um negócio muito lucrativo.

Tem muita gente está envolvida no esquema e não quer deixar de ganhar essa grana ilícita e a vida luxuosa proporcionada , desde Al Capone, Pablo Escobar, filhos de desembargadoras, empresários  e até políticos fazem parte do tráfico de drogas.

O lucro nas favelas do RJ com a venda de maconha ultrapassa os 1.500%. Que negócio dá uma grana assim?

O fim da proibição no Brasil poderia movimentar cerca de R$6 bilhões por ano com o comércio formal da erva. Parte desse montante seria arrecadado em impostos e os recursos poderiam ser revertidos em saúde educação e pesquisas científicas como tem feito o Estado do Colorado no EUA.

Mas as pessoas que estão envolvidos no esquema não querem perder essa bolada, e assim como Capone e Escobar estão dispostas a tudo para manter seus negócios.

Policiais corruptos não querem a maconha legalizada

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Não são apenas os traficantes que lucram bastante com o tráfico, existem policias que ganham uma nota pra permitir que o esquema exista sem ser incomodado.

Recentemente PMs do RJ ‘assaltaram’ uma boca de fumo. Após render os traficantes da boca, os PMs venderam as drogas aos usuários na favela. O objetivo era fazer dinheiro rápido e os militares fizeram até uma promoção e baixaram os preços das drogas.

Além de receber o famosos “arrêgo” para permitir que as bocas continuem funcionando, alguns policiais também vendem armas e vazam operações para os traficantes. Armas não são baratas.

Conclusão

A maconha não continua proibida porque o governo está preocupado com a sua saúde e sim porque uma gama de pessoas, inclusive muitos políticos e agentes da lei estão envolvidos no tráfico de drogas. Além de algumas indústrias financiarem a proibição com medo de perderem muito dinheiro.

A saúde e a liberdade dos cidadãos não são a prioridade, se fosse, a maconha já estaria legalizada ha muito tempo.

 

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Lombra Staff

O blog LOMBRA é dedicado a elevar a discussão em torno da cultura canábica.

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